domingo, 4 de outubro de 2015

05h:40m

Não sei se rio, se choro ou se durmo.
Não sei se fico contente, ou se me chateio. 
Chegar ao quarto, vestir o pijama, e deitar-me com a sensação de que estava tudo errado, ver a felicidade nos outros, enquanto me incomodam, mudam-me o humor. A chuva batia com intensidade na minha janela.
 O telemóvel toca. É ele. "Onde estás ???" (típicos pontos de interrogação) Conseguia ouvir a minha pulsação, a mil.O sono, o cansaço, desapareceu tudo!
Neste momento apetecia-me ignorar-te, mas há algo mais forte.
O meu relógio marcava as 3h:12m, estaria eu a sonhar? "Anda ter comigo
Chateada ou não, não havia tempo para pensar. 
Eras tu, bem ou mal.
Por momentos senti-te com saudades minhas, os abraços repetidos, os beijos sem eu pedir. Estava tudo diferente. A tua voz, a forma como me puxavas para ti, tudo. Parecíamos nós. E não era só impressão minha. Não houve arrependimento. Estavas em ti, como nunca. 
Pedires-me para nunca te deixar. Dizeres-me que sou a única pessoa em quem confias, dizeres-me coisas que nunca ouvi de ti. 
Estarei a ser iludida? Devo esperar por ti? Lutar? 
05h:40m já estavas mais para lá do que para cá. Cobri-te. Dei-te um beijinho e bati a porta.
Bati a porta com a sensação que amanhã seria outro dia, aquela sensação de medo que tudo mude e que ias reagir como se nada tivesse passado. Como antes. E nunca estive tão errada. Acordar com uma mensagem tua. Não resistires aos meus "lol" e ligares-me. Não há melhor conforto, não há. 
Não diria louca, mas apaixonada. Só uma pessoa me faria levantar do quentinho da minha cama para ir ter contigo.
Amo-te. 

sábado, 3 de outubro de 2015

Umas ficam outras vão

Não há nada melhor que percebermos que as boas amizades permanecem. Que apesar da distância, a confiança ainda consta, a amizade, a boa relação, as conversas, as novidades.
Sei que é fácil desligarmos das pessoas quando iniciamos um relacionamento, apesar disso não ser sinónimo de despreocupação, ou indiferença. Ninguém nos deve prender, deixar, ou terminar uma amizade por ciume. Há algo mais. Não deviam haver escolhas. Antes desse tão arrepiante "nós" já existiam as amizades, já existiam as pessoas que partilhavam connosco, mais ou até menos, mas partilhavam, eram as nossas cobaias em tudo.
O melhor de tudo, é saber diferenciar, conciliar, se podemos ter tudo, porquê escolher, porquê optar? As palavras esgotam-se, há coisas que contadas por nós ficam com mais encanto, é bom relembrar em conjunto, da saudade, dá aperto, mas é bom. Torna-nos mais dispertos. Levo sempre comigo pessoas que jamais esquecerei, que são o fruto de uma aprendizagem de anos, aprendemos com os nossos erros é certo, mas com o dos outros também.
Há surpresas, as pessoas mudam. Umas ficam outras vão. Umas esquecem outras preferem nem lembrar.

Tinha-te da melhor forma e perdi-te da pior

A distância corrói-nos, e a vontade de estarmos juntos nem sempre. 
Culpas-me a mim, culpo-te a ti, culpámo-nos porque alivia a dor de nos deixar desmoronar por algo que terminou e que ambos não queríamos.
Estaríamos em Agosto, quando as coisas ainda pareciam ter pernas para andar e à dois dias faríamos 1 ano e nove meses, mas de um dia para o outro tudo se foi, tudo se vai. A tua voz, a atenção, o carinho, tudo o que era meu, jamais permanece. Se tinha que ser, não sei, nada é por acaso nesta vida. 
Tinha-te da melhor forma e perdi-te da pior. Provavelmente devia dizer-te o quão valorizava-te mas sempre preferia fazê-lo para os outros, ou aqui sozinha.
Mas amei-te como ninguém. Amo-te. 
É inexplicável, o porquê e como do que estás a fazer. Não acredito que estejas em ti para o fazer. Para deixar tudo para trás por outra pessoa. Por não aguentares a atração que ainda ambos sentimos, por o meu respirar coincidir com o teu, por o saber por não ter. É estranho e absolutamente errado, mas não o faria de outra forma. É a ti que eu quero, é a ti que devo. 
E acredita que quanto mais me afasto mais pertenço a ti.
Mas não fui só eu que te perdi.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Não vás. Fica. Comigo.

Estaria louca. Estarei louca por achar que ainda não estou em mim. Que isto vai entrando devagarinho e que eu vou apercebendo-me da verdade das coisas aos poucos.
Querendo ou não, esforçando-me ou não, ainda há algo teu dentro de mim, que insiste persiste. É a minha vontade contra o amor que sinto por ti. É um vai e vem. Ainda há aquela sensação de te querer por perto.
O teu cheiro que me persegue. Os carros que me parecem todos iguais. A insistência de que ainda te vou encontrar.
Há esperança, nem que seja de 1%, sempre houve. E não acaba.
Eu tive-te da cabeça aos pés, de todos os lados, sem medos, sem vergonhas, sem problemas, sem ninguém. Tive-te de todas as formas. É difícil perceber que tive-te, que faz parte do passado, neste momento não és meu, de nenhuma das formas.
És tu e eu sou eu. Já não somos nós como à uns dias, que as insistências, as chamadas, as preocupações acabaram. As mensagens, o desejo de me procurar, os beijos ao fim da noite.
Não me peças para resistir a algo que é mais forte do que eu, do que tu. Não peças para acabar com isto se ambos não conseguimos. Atrás de uma mão vem um braço. A seguir a um abraço vem um beijo. É inconfundível. Eu conheço-te tão bem como ninguém.
Dizeres que não consegues é um sinal de fracasso, se me amas, se me queres, vai.
Não deixes o tempo passar, não atrases o tempo.
Não vás. Fica. Comigo.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

The best of me

Neste momento sinto uma vontade incrédula de escrever,  é mesmo assim, fecho os olhos e é um lágrima que e escorre pelo o rosto, abro os olhos e é um arrepiar de pele que me entristece a face…
Hoje , não a minha mente , mas o meu coração persiste em definir o quão meu és.
Eu não me arrependo de cada vez que me aproximei de ti, de cada vez que o meu coração desesperava por ti, por cada vez que eu te dava para trás só para te sentir por perto.
Espero que um dia saibas que mais que namorado, és meu melhor amigo, o que me conforta, o que se aconchega a mim, o que me protege e me ama. 
É tão bom lembrar de como o amor nos juntou, ou da forma que foi, perceber como o amor consegue unir dois corações e mantê-los tão profundos e eternos num amor que é só nosso. 
Eu sei que raramente o faço, raramente to digo, és a melhor coisa que me aconteceu, a melhor pessoa que eu podia ter. 

Não há ninguém assim, que me valorize, me chateie, me beije, me abrace, não há. No meio de desconhecidos és a minha segurança, mais que ninguém, o que melhor conhece, o que mais sabe. És meu. 
Amo-te.
Tanto Hugo.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Até um dia.

Chegou ao fim o que começou à um ano e quatro meses atrás.
Não consigo explicar como. Apagar o que o tempo ensinou, criou ou alimentou. Completamente repentino e sem volta a dar.
O amor ficou e a vontade foi. Como o vento leva as pessoas e trás as saudades. Elas estão cá, mas acabou. Acabou a rotina, acabou a esperança que algo se reate. Acabou tudo.

Basta desistir. E eu desisti, por querer. Por não aguentar as saudades e sem poder matá-las. Por não aguentar escolhas mal feitas. Por não aguentar preferências. Sou livre agora, sem querer, mas querendo.

Nunca quis um namoro por rótulo, melhores amigos são melhores amigos, pela confiança, união e amizade, não por estar na moda. Chega. Chega de desculpas, chega de impaciência. Ninguém deixa as coisas irem se quiser que elas fiquem.
Correr atrás nunca foi sinónimo de rebaixar. Vais perceber que me perdeste, um dia. Talvez. Quando for tarde. Quando acabar a vontade de saires com outros e te aperceberes que afinal há poucos com quem podes desabafar, abraçar, chorar. Tudo. Que te falta qualquer coisa. E que ainda à pouco alguém o preenchia, mas já cá não está. Nesse momento, espero ter recuperado.
Sê feliz, desejo-te o mundo, sabes. Porque fizeste de mim, a pessoa mais feliz do mundo, obrigada do fundo do coração.


Até um dia.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Meu amor

9 meses e meio depois, decidi que hoje era o dia. De voltar a abrir uma folha em branco, e deixar-me levar. Na hibernação ou não, reflexão foi, e hoje eu sei que à 9 meses atrás fiz a escolha mais acertada de sempre.
Desinteresse, altruísmo, indiferença, da forma mais robusta isso aconteceu. Insegurança era a minha melhor definição em relação a ti e a todos os rapazes, amigos, wtv, à cerca de 10 meses atras.
24 de outubro.
Fizeste-me mudar todas as inseguranças.
As saudades chamam por ti, a vontade de estar contigo torna-se constante. A tua voz é a minha certeza e o teu cheiro é o aconchego que me preenche.
És sem dúvida quem melhor me defende, és quem me conhece mais e melhor.
Baseio-me na certeza que te tenho e que a vida nunca acaba. Mas, é sempre assim.
Porque preciso demasiado da tua existência para pensar no devaneio.
Preciso excessivamente de ti, porque mais que parte de mim, és o meu melhor amigo. És quem me diz que estou feia e gorda a toda a hora, e que ao mesmo tempo me sufoca de abraços. Que no meio das discussões, sorri, e acaba por estragar o que tecnicamente era uma discussão.


Meu amor.

what do tou think?