Pede-me para ficar. Diz-me que ainda existe uma garrafa à nossa espera naquele spot nosso, das segundas à noite. Convence-me a não abrir a porta do carro e, se for necessário empurra-me contra ela mas agarra-me pela cintura. Não me deixes ir.
Explica-me mais uma vez até quando isto vai continuar ou o que realmente queres sem mendigar pelo "não sei". Acende o cigarro e devolve-me o fumo só para voltar a tocar nos teus lábios.Convida-me para sair, pede-me para dançar contigo e acompanhar os amadores passos de kizomba agarrada a ti. Pede-me uma massagem em cada canto e um beijo em cada ponto. Não me deixes olhar para o relógio. Convence-me a ficar contigo até as 4h ou 5h da manhã. Pede-me para ficar.
Esconde as minhas sapatilhas ou põe-nas no sitio mais alto que encontrares, distrai-me no maior abraço, ou rebola comigo pela cama. Tira-me os risos mais puros que me fazes sentir.
Só te peço que não me tires o tapete dos pés. Que não me tires o chão a qualquer momento, mas que a tires a ela, da tua vida. Tira-me antes a roupa e beija-me. Mas beija-me todos os dias.
Acredito tanto de ti como de mim que queiras vir. Mas se vieres, vem contigo. Por inteiro, como já te tive.
Mas também não te quero na minha vida dia sim, dia não. Ou é sim, e é para sempre ou é não, e é nunca mais. Eu odeio o meio termo, o "mais ou menos", o "às vezes" ou o "não sei". Não quero que me prometas mundos e fundos e amanhã não tenha sequer uma mensagem tua. Prefiro que seja simples mas todos os dias. E se não for todos os dias, que seja sempre que possas.
Mas pede-me para ficar.
Prova-me que me queres, prova-me que sou a pessoa com quem queres planear, ficar e casar. Prova-me que me amas acima de qualquer coisa, e que tudo isto não passam de meros obstáculos que tu queiras ajeitar. Não me provoques por me amares, e a tenhas pelo caminho mais fácil. Porque eu devia ser a determinação em cima da incerteza. E se assim o é,
Prova-o.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Estou perdida mais uma vez
Lembro-me da ultima vez que aqui estivemos, as árvores são as mesmas mas com mais folhas, a água continua límpida e a mesma pedra que pisamos ainda abana ... A última vez que aqui estivemos juntos e agora estou sozinha neste mesmo sítio, como em tantos outros que me fazem lembrar de ti.
As pessoas são poucas mas nem fazes a mínima ideia do barulho que se faz na minha mente.
Estou perdida mais uma vez.
Não te quero ver, estou farta de te ver e não voltar a ver. Não me ligues mais, não me escrevas mais, não me procures mais. Não te lembres mais de mim e não fales de mim a ninguém.
Não sou mais a tua segunda opção, não sou mais um incômodo e deixo de ser o teu refúgio. Não procures mais noutras pessoas o que tens em mim, não tentes encontrar pedaços meus noutra...
Não quero ser mais uma dúvida.
E assim me despeço.
Amo-te
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Sobe o degrau
Seja os desabafos ou apenas a vontade de estarmos juntos, acontece. Acontece sempre. Precisamo-nos por nos conhecermos melhor que ninguém.
Se ignorares-me é o teu plano para me deixares ainda mais nervosa por não saber onde andas ou com quem andas, estás no caminho certo.
Não vejas a recusa como o "não te amar", porque quero tanto ou mais que tu. Talvez eu tenha conseguido fazer o que tanto precisava a alguns tempos, dizer-te o "não", e conseguir resisti-lo. Não estamos no mesmo pé de igualdade. Sobe o degrau, deixa para trás o que não te deixa voltares. Fica ou vai.
Saber o que sei hoje depois de termos estado juntos (...) Tu tinhas-me na mão, era só fechar. Apertar, guardar, levar(-me) contigo para bem longe.
Não sabes, mas a música é nossa e eu estou na minha. Sozinha. Enquanto existires tu e um nós.
Fico à espera que me procures mais uma vez, definitivamente!
Escrevi só para tirar 1% dentro de mim, amanhã logo se vê.
Um beijo, amo-te.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Não deixes as pálpebras caírem para sempre
Normalmente os meus dias começavam cedo, mas desta vez para além de cedo também estranhamente agitado.
Ouço o meu pai, aflito e a gritar do quarto. 07:35m, saio da cama a correr. A minha irmã já a sair de casa a pedir ajuda. O meu pai, a tentar ergue-la e a repetir continuamente "Não me vais deixar agora. Adélia. Adélia?" E ela respondia muito insegura e com a respiração demasiado alterada, lentamente.
Mas eu já não conseguia ouvir nada, ouço o meu pai ao longe a pedir-me para ligar para os bombeiros. E eu imune. a olhar para ti. A deixares as pálpebras caírem e quase a deixares-me. Mas e não reagi. Paralisei. Perdi tempo sem conseguir ajudar-te.
De repente abres os olhos firmemente. Que susto que me pregaste, as lágrimas já desciam pela face. Limpo-as rapidamente, foi só um susto. Mas não quero ir para a escola, quero ficar contigo. Não, não e não. Não quero ir. "Ela vai ficar bem, vai só ao hospital e depois volta." Não vale a pena, nada me tranquiliza.
Recordo-me da minha tia insistir, até me levar.
14h. Vejo a minha prima dentro do portão da escola. À minha procura, as funcionárias e a directora da escola, todas à minha procura. Marlene? Já era estranho estares ali, ainda mais por estares com os olhos vermelhos. Como se eu não te conhecesse, somos iguais quando choramos. Abraçaste-me. O abraço mais forte que me deste. Nem precisaste de falar, já eu sabia de tudo. Só te ouvi dizer "Oh meu amor"e eu chorei. Chorei, chorei e chorei com toda a vontade que tinha. Chorei ainda mais quando me contaste que a minha mãe chamou por mim, pediu para me ver, pediu para tomarem conta de mim e dizerem-me que me ama. Chorei por querer ficar com ela e ninguém me deixar. Puxarem-me, agarrarem-me e insistirem para ir à escola. E choro agora, como sempre que penso nisto, porque ela queria ver-me, ela queria. e eu não estava.
Hoje que faz precisamente 6 anos que foste embora mamã, faz 6 anos que falo contigo e misteriosamente respondes-me sem falar, faz 6 anos que nunca contei isto a ninguém, e que vivo presa na angustia de não ter estado contigo no ultimo segundo. Faz tanto tempo que me obrigaste a descobrir as coisas por mim e a tomar conta de mim sozinha, sem te ter.
Hoje já que nem a ti, que ao menos a ele, que consegue acalmar todo este sufoco, possa abraçar. Porque é de um abraço que eu preciso. E de ti, mãe.
Ouço o meu pai, aflito e a gritar do quarto. 07:35m, saio da cama a correr. A minha irmã já a sair de casa a pedir ajuda. O meu pai, a tentar ergue-la e a repetir continuamente "Não me vais deixar agora. Adélia. Adélia?" E ela respondia muito insegura e com a respiração demasiado alterada, lentamente.
Mas eu já não conseguia ouvir nada, ouço o meu pai ao longe a pedir-me para ligar para os bombeiros. E eu imune. a olhar para ti. A deixares as pálpebras caírem e quase a deixares-me. Mas e não reagi. Paralisei. Perdi tempo sem conseguir ajudar-te.
De repente abres os olhos firmemente. Que susto que me pregaste, as lágrimas já desciam pela face. Limpo-as rapidamente, foi só um susto. Mas não quero ir para a escola, quero ficar contigo. Não, não e não. Não quero ir. "Ela vai ficar bem, vai só ao hospital e depois volta." Não vale a pena, nada me tranquiliza.
Recordo-me da minha tia insistir, até me levar.
14h. Vejo a minha prima dentro do portão da escola. À minha procura, as funcionárias e a directora da escola, todas à minha procura. Marlene? Já era estranho estares ali, ainda mais por estares com os olhos vermelhos. Como se eu não te conhecesse, somos iguais quando choramos. Abraçaste-me. O abraço mais forte que me deste. Nem precisaste de falar, já eu sabia de tudo. Só te ouvi dizer "Oh meu amor"e eu chorei. Chorei, chorei e chorei com toda a vontade que tinha. Chorei ainda mais quando me contaste que a minha mãe chamou por mim, pediu para me ver, pediu para tomarem conta de mim e dizerem-me que me ama. Chorei por querer ficar com ela e ninguém me deixar. Puxarem-me, agarrarem-me e insistirem para ir à escola. E choro agora, como sempre que penso nisto, porque ela queria ver-me, ela queria. e eu não estava.
Hoje que faz precisamente 6 anos que foste embora mamã, faz 6 anos que falo contigo e misteriosamente respondes-me sem falar, faz 6 anos que nunca contei isto a ninguém, e que vivo presa na angustia de não ter estado contigo no ultimo segundo. Faz tanto tempo que me obrigaste a descobrir as coisas por mim e a tomar conta de mim sozinha, sem te ter.
Hoje já que nem a ti, que ao menos a ele, que consegue acalmar todo este sufoco, possa abraçar. Porque é de um abraço que eu preciso. E de ti, mãe.
sábado, 24 de outubro de 2015
Vazio
Não sabes quantas vezes fiquei nervosa ao ponto da fome e do sono desaparecer. Quantas noites mal passadas, quantos sorrisos falsos ou bons dias arruinados.
Não fazes a mais pequena ideia das vezes que percorri caminho para tua casa, quantas vezes escrevi-te sem obter resposta.
As chamadas não atendidas acumuladas no teu telemóvel que jamais me faziam exitar.
As vezes que te procurei como melhor amigo, o meu melhor amigo!
As promessas de que tudo ia ficar bem e que querias-me contigo.
Os sentimentos de culpa e que estava a fazer tudo errado quando só queria fazê-lo por nós.
Hoje sei que muitas das coisas foram em vão. Que as tuas vontades nem sempre coincidem com as minhas. Em que me culpas das persistências quando envolve chateares-te com outras pessoas(sem a minha intenção) ... As vezes que tentas não magoa-la, espedaçando-me a mim.
Para mim chega, quando as tuas atitudes nem sempre correspondem as coisas que dizes.
Não o faria se não me tivesses marcado mesmo, se as merdas que fizeste não estivessem entranhadas e que a única coisa que eu pense seja nisso. Neste momento não há nada. Vazio.
Cheguei a odiar-te por tudo o que me disseste e eu saber que me amas ou que ao menos tenhas um pingo de consideração por mim. E acredita nunca repeti tantas vezes as palavras "eu odeio-te". E mesmo assim não entrou.
Mas neste momento sou eu a não querer.
E nem te consigo perceber. És confuso.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Palavra-chave
"Dormi em casa dela mas não com ela".
Caiu-me tudo, nada me soube tão mal como ouvir isso de ti, da tua boca.
Acho que me fiquei pela primeira parte e bastou-me, mais um pedacinho se foi, cortaste-me aos bocados, amassaste, trituraste-me.
Não me peças percebas quando eu sei que não aguentarias nem 10% disto da minha parte.
So me irrita que não te consiga deixar, mas vou desligar!
Se não me deixas fazer parte do que é teu, do teu caminho, ou se ainda há dúvidas disso, deixa-as, porque a partir de hoje vou deixá-las também. Á semanas que andamos nisto, e as incertezas continuam, ela ainda aí está porque tu queres.
"Mas ainda tens dúvidas que eu gosto de ti"(não me olhes assim, quero tanto dizer que nao, mas quero ainda mais que o demonstres) ... Então porque ? Porque é que me fazes isto? Porque?
Vou-te deixar ir porque tu queres. Fiz de tudo por nós, TUDO. E continuava a fazê-lo mas ....
"Dormi em casa dela"
Caiu-me tudo, nada me soube tão mal como ouvir isso de ti, da tua boca.
Acho que me fiquei pela primeira parte e bastou-me, mais um pedacinho se foi, cortaste-me aos bocados, amassaste, trituraste-me.
Não me peças percebas quando eu sei que não aguentarias nem 10% disto da minha parte.
So me irrita que não te consiga deixar, mas vou desligar!
Se não me deixas fazer parte do que é teu, do teu caminho, ou se ainda há dúvidas disso, deixa-as, porque a partir de hoje vou deixá-las também. Á semanas que andamos nisto, e as incertezas continuam, ela ainda aí está porque tu queres.
"Mas ainda tens dúvidas que eu gosto de ti"(não me olhes assim, quero tanto dizer que nao, mas quero ainda mais que o demonstres) ... Então porque ? Porque é que me fazes isto? Porque?
Vou-te deixar ir porque tu queres. Fiz de tudo por nós, TUDO. E continuava a fazê-lo mas ....
"Dormi em casa dela"
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
És mais sóbrio bêbado do que lúcido
És mais sóbrio bêbado do que lúcido.
Dois cafés, Um whiskey e um safari cola, por favor.
Ambos, melosamente "amigos" e apaixonados, que nada dizem mas que de tudo falam. Entre meias palavras e a conversa já ia longa, sem querer já sabíamos o que ambos fizemos no fim de semana, ou desde a última vez... O que se passou na semana ou cusquisses habituais. Cumplicidade ou talvez não...
O fumo de repente emanava o ambiente fresco e torcido, uma mão na tua perna que devolvia a tua na minha logo de seguida. Repentinamente já tinha a minha mão na tua, juntas. Percebe-se que também queres. O teu braço a envolver-me a cintura, o forte hábito de me tocares...
O medo já se foi desde que entraste no carro, estas normal!
E as bebidas repetem-se consecutivamente, já nos riamos sem piadas e os olhares constantes. Aguentas ? Aguentas olhar-me nos olhos por quanto tempo? A passar por fraca quando a vontade já era mais de te beijar do que te olhar! Para, beija-me logo!
O barulho era intenso, mas ninguém constava. Eu. Tu. Nós.
Um beijo de cada vez, a troca de fumo, um grito "AMO-TE", és louco, por mim. E eu por ti.
Não me deixes controlar nem resistir, ambos queremos, podemos e fazemos. Queria tanto poder demonstrar, quero-te meu. Como quando estamos sós.
É as coisas que me dizes, prendes-me cada vez mais "Fica comigo" "Vamos fugir" é um tanto querer por não poder. Sentir-te abraçado a mim, corpo a corpo, a tua pele, os beijos sem medos, as mordidas desprovidas.
O barulho era intenso, mas ninguém constava. Eu. Tu. Nós.
Um beijo de cada vez, a troca de fumo, um grito "AMO-TE", és louco, por mim. E eu por ti.
Não me deixes controlar nem resistir, ambos queremos, podemos e fazemos. Queria tanto poder demonstrar, quero-te meu. Como quando estamos sós.
É as coisas que me dizes, prendes-me cada vez mais "Fica comigo" "Vamos fugir" é um tanto querer por não poder. Sentir-te abraçado a mim, corpo a corpo, a tua pele, os beijos sem medos, as mordidas desprovidas.
Fui-me embora da mesma forma, um beijo na testa e a sensação de que amanhã tudo mudava... E mais uma vez eu estava errada.
08:46h Chamada não atendida.
08:46h Chamada não atendida.
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